quinta-feira, abril 20, 2017

Engraxo na Baixa


O engraxador engraxa na Baixa! E os "camones" fotografam e desenham esta raridade portuguesa, esta precariedade, esta por caridade.
Do outro lado dos Restauradores - em frente do Éden que também já fechou - engraxava o Belarmino, Belarmino Fragoso, campeão com jeito que a vida levou ao tapete. 
E o poeta O'Neill também faz por cá muita falta.
"O senhor engenheiro hoje não engraxa? Engraxo na Baixa".
Foto Teresa Rouxinol


domingo, fevereiro 19, 2017

Com perto de 100 anos, Pavilhão reabre como novo

O Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, foi reabilitado e reinaugurado, 14 anos após ter encerrado por falta de condições de segurança. Os trabalhos de requalificação prolongaram-se ao longo de um ano e custaram oito milhões de euros.
Com capacidade para receber 2.000 pessoas, o Pavilhão será usado para iniciativas culturais, desportivas e outras.
Criado na década de 1920, o pavilhão fechou em 2003.
Conhecido como “Palácio Andante”, começou por ser o Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1922. 



No início dos anos 30 foi reconstruído no local onde se encontra, no âmbito do plano de construção do Parque Eduardo VII. Em 1932 foi reinaugurado por ocasião da Exposição Industrial Portuguesa. Como Pavilhão dos Desportos foi também palco do campeonatos mundiais de Hóquei em Patins de 1947. Em 1981 foi palco da exposição do 60º aniversário do PCP. Na mesma década recebeu o nome do campeão olímpico Carlos Lopes. No palco do Pavilhão actuaram artistas como Pete Seeger e Paco de Lucia. 
 Chegaram a ser faladas alternativas para o espaço, como a criação de um museu do desporto ou um centro de congressos, mas nenhuma avançou. A Câmara de Lisboa encarregou a Associação Turismo de Lisboa de reabilitar o Pavilhão dos Desportos, cedendo o espaço à Associação por 50 anos.

sábado, fevereiro 18, 2017

O Tejo é mais belo


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, //
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia //
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grande navios // E navega nele ainda,//
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,//
A memória das naus.
Alberto Caeiro - O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
in O Guardador de Rebanhos

 Foto Beco das Barrelas

terça-feira, fevereiro 14, 2017

14 de Fevereiro: Namorados de Lisboa

Dançar ao som e ritmo do coração no coreto do Jardim da Estrela
Foto Beco das Barrelas

A audácia dos panos das velas...


Ter a audácia ao vento dos panos das velas!
Ser, como as gáveas altas, o assobio dos ventos!
A velha guitarra do Fado dos mares cheios de perigos,
Canção para os navegadores ouvirem e não repetirem! 

Álvaro de Campos, Ode Marítima
Foto Beco das Barrelas 

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Sim, tu és um barco... e outro barco



Torre de Belém (...) Quase flutuas, sim, tu és um barco. // E, á ponte de comando, // 
eu sinto-me um rei súbito cismando// no branco dos velames,
// na solidão das quilhas e dos mastros (..)

João Rui de Sousa, Lisboa com seus poetas

E outro barco
Fotos Beco das Barrelas 

sábado, fevereiro 11, 2017

Macio Tejo ancestral


Ó Céu azul - o mesmo da minha infância - // 
Eterna verdade vazia e perfeita! // Ó macio Tejo ancestral e mudo
// Pequena verdade onde o céu se reflecte! 

Álvaro de Campo, Lisbon revisited (1923)
Foto Beco das Barrelas 

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Foz do Tejo, um País


É uma nação única de memórias do mar, // que não responde senão em nós.
// Glórias, misérias, // que guardámos por detrás do olhar lírico
// e da língua, a silabar dentro da boca. //
Nunca chamámos o mar nem ele nos chama //
mas está-nos no palato como estigma.

Fiama Hasse Pais Brandão - Foz do Tejo, um País
Foto Beco das Barrelas 

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

As paredes da Mouraria ganharam vida

Isabel e António 

Senhor Carlos e Dom Quixote
Camilla Watson engraçou com Lisboa há dez anos, quando por aqui passou, vinda de Inglaterra, em escala de uma viagem mais longa. Na volta, foi ficando, aprendendo português. 
Depois descobriu a Mouraria e isso já foi um caso de amor à primeira vista.
Camilla reside e tem ateliê de fotografia no Largo dos Trigueiros, na Mouraria, e a companhia do cão Dom Quixote.  
Dona Ezilda
E os rostos das pessoas de idade da Mouraria passaram a dar vida às paredes do bairro. 

As fotos são um tributo de Camilla Watson 
aos residentes de mais idade.
 E os moradores reconhecem-se, impressos nas paredes da Mouraria.

 Fotos Beco das Barrelas

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Movimento reclama contra valores do arrendamento em Lisboa


T2 240 mil euros 
T3 300 mil
preços por metro quadrado na compra

Cidadãos e organizações — entre as quais a Associação dos Inquilinos Lisbonenses, a Associação de Moradores do Bairro Alto e a Associação do Património e da População de Alfama — endereçaram uma carta aberta ao Governo a reclamar “a adoção urgente de uma política nacional e municipal de habitação, que favoreça e dinamize o arrendamento, público e privado, com direitos e deveres, com segurança e estabilidade”.
O movimento, que se designa “Morar em Lisboa”, quer acabar com a “drástica subida dos valores do arrendamento de habitação”, que a cidade de Lisboa viveu nos últimos anos e que “levou à expulsão de população das áreas mais centrais da cidade”, tornando “o acesso à habitação em Lisboa um privilégio de poucos e um direito praticamente inacessível às famílias portuguesas”.
A carta aberta pode ser assinada aqui:

O preço médio por metro quadrado na cidade de Lisboa era de 3404 euros, no final do ano de 2016, de acordo com dados facultados pela Confidencial Imobiliário e citados pelo DN/Dinheiro Vivo.
Um T2 não se comprava por menos de 240 mil euros e um T3 subia até aos 300 mil.
A freguesia de Santo António, que abrange a Avenida da Liberdade e o Príncipe Real, é a mais cara de Lisboa, com o metro quadrado a 5254 euros. O preço por metro quadrado em Santa Maria Maior, Avenidas Novas e freguesia da Misericórdia anda pelos 4000 euros.
A zona com os preços menos elevados é Santa Clara, na área das antigas freguesias da Charneca e Ameixoeira. Os valores atingem os 1531 euros por metro quadrado. Em Marvila e Beato rondam os 2000 euros por metro quadrado.
Nos arredores, em Cascais, o valor no final do ano passado era de 2293 euros por metro quadrado e, em Oeiras, de 1865 euros. Em Sintra pagava-se 1219 euros por metro quadrado.

Na margem sul do Tejo, no Barreiro, o preço médio por metro quadrado rondava os 884 euros, o equivalente a quase quatro vezes menos do que em Lisboa, e no Montijo os 879 euros.
Fotos Beco das Barrelas 

Os dias contados das Lojas com História


A centenária Paris em Lisboa, na esquina da Rua Garret com a Rua Serpa Pinto, tem "os dias contados", segundo reconhece o proprietário em declarações ao jornal Público
Será a 121ª das 300 "Lojas com História" a fechar as portas em Lisboa, segundo dados da União das Associações de Comércio e Serviços, citada pelo DN
A procura é grande, as propostas são "irrecusáveis" e por cada loja com mais ou menos história que fecha abre mais um condomínio de luxo ou um novo hotel. 
A CML diz que espera legislação do Parlamento. 
Foto Beco das Barrelas